Cooperativismo social é a nova geração de cooperativas no mundo


Uma nova onda vem tomando conta das cooperativas no mundo: é o cooperativismo social, vertente de uma das propostas que estão na raiz do cooperativismo que é a responsabilidade social. A conclusão é do presidente da Aliança Cooperativa Internacional, Ivano Barberini, que ministrou palestra, durante o Congresso Internacional do Desenvolvimento Cooperativista, que acontece paralelamente à 1ª Feira Internacional de Cooperativas (Fenacoop), em São Paulo.

Representando 8% da força de trabalho na Europa, a economia social envolve cerca de nove milhões de pessoas, empregando principalmente trabalhadores desfavorecidos, diz Barberini. Segundo ele, o cooperativismo social é dos modelos da nova geração de cooperativas que surgiram no mundo nos últimos 30 anos.

De acordo com o presidente da ACI, o Parlamento Europeu define a economia social pela prioridade do indivíduo sobre o capital. O objetivo das cooperativas sociais é o trabalho voltado especificamente para a melhoria da situação social das pessoas carentes e grupos marginalizados, como idosos ou deficientes mentais. Na Itália, as cooperativas sociais já são o maior fornecedor de serviços sociais do país.

Existem na Itália cerca de seis mil cooperativas com 160 mil adeptos, dentre os quais 15 mil desfavorecidos. A idéia está se difundindo também na Espanha, França e Suécia. Normalmente são cooperativas pequenas, com no máximo 22 adeptos. Os profissionais que trabalham internamente têm alto nível técnico.

Baberini classificou as cooperativas sociais em dois tipos: A – que trabalha com educadores, assistentes sociais, enfermeiros, cujo público são deficientes, idosos, menores de idade e dependentes químicos, tendo como atividades principais prestação de saúde, educação, entre outras; e B – que trabalha com a inclusão social de pessoas desfavorecidas, como desempregados, mendigos, entre outros. As atividades principais desenvolvidas por este tipo de cooperativa são a reciclagem de lixo, artesanato, limpeza, entre outras.

“A empresa cooperativa demonstrou, ao longo de todos esses anos, uma grande capacidade evolutiva, passando com competência dos setores mais tradicionais para os inovadores”, afirmou Barberini. Nos últimos 160 anos, os números do cooperativismo se multiplicaram: 800 milhões de sócios, 100 milhões de adeptos, 400 milhões de agricultores associados em cooperativas, 50% da produção agrícola mundial passando por atividades das cooperativas e presença em mais de 100 países.

Para mostrar e evolução do cooperativismo no mundo, o presidente da ACI disse que Atualmente na Índia existem cinco milhões de cooperativas, envolvendo 236 milhões de pessoas. Nos Estados Unidos, há 26 milhões de sócios de cooperativas de eletrificação e 40% da população americana tem alguma ligação com cooperativas de crédito.

Na Estônia, 45% das famílias vivem em casas de cooperativas e na Holanda, as cooperativas agrícolas cobrem 75% do mercado. No Brasil, segundo ele, nos últimos 90 anos, o cooperativismo cresceu seis vezes. Apenas no ano passado, as cooperativas foram responsáveis por exportações no valor de US$ 1 bilhão.

O Sebrae também é um parceiro do cooperativismo. O Sistema Sebrae apóia mais de dois mil empreendimentos coletivos, como associações, cooperativas, consórcios e núcleos setoriais.

Na Fenacoop, o Sebrae participou com um estande de 96 metros quadrados e apresentou técnicas artesanais de grupos de cooperativas do interior do Estado de São Paulo.

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